Carta ao meu Avô – Uma oferta transpessoal

Olá, Avô Ernesto!

Nunca me passou pela cabeça que um dia havia de te escrever esta carta.

Passei a minha infância (aquilo de que me lembro dela) e a minha adolescência a não gostar de ti: além de não seres aquela pessoa que se idealizava como avô – não eras mesmo nada afectuoso -, havia também a parte da história que me contavam. E, digamos, não abonava muito a teu favor.

Lembro-me de não ter vertido uma lágrima quando partiste: lembro-me da indiferença como sentimento.

Hoje, se aqui estivesses, tudo seria diferente. Se isso fosse possível, ia ter contigo, sentava-me ao pé de ti e pedia-te que me contasses a tua história.

Há pouco tempo e porque andei a “mexer” na árvore genealógica, tive conhecimento de alguns factos que me foram omitidos e que tanta diferença fazem na maneira como, agora, te compreendo.

Adorava poder abraçar-te e dizer-te como te amo.

Lá onde estiveres, recebe esta carta, cheia de carinho e compreensão, como um presente com alma.

Da tua neta

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